sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Passaram-se os 20..

Os 17, ah eu esperei. Aos 15 ter 17 era ter autonomia. Eu iria estar no fim da escola, a um passo curto da universidade. Já não ia precisar de uniforme azul, ia usar a roupa que quisesse. Ah, os 17. Sempre vi com beleza essa idade. Ela chegou, pisei na universidade, fui pra aula de bermuda curta e havaianas, fui motivo de orgulho confesso por quem me fez nascer. Mas o tempo, ah o tempo. Os 17 passaram, e aos 18 os 21 passaram ser meu modelo de primazia. Mania terrível, [ou não] de poetizar tudo. Até idade. Já se viu isso?
Ah, os 21. Em momento algum pensei, idealizei como estaria a esta altura. Diferente dos 17, não estive cheia de certezas sobre o que viria a me acontecer, ou estaria acontecendo quando chegasse no tal dos 21. Só sei uma coisa: eles chegaram. Sorrateiros que só eles. Depois de uma noite de alma preenchida por música que no meio de tanto vento contrário me faz ficar de pé, [sim, ir ao show do Rosa de Saron em Belém, foi a forma mais acertada de  fechar um ciclo pra começar outro..] depois de uma noite de calma, risos, coisas inéditas com amigos inéditos, depois de uma noite preenchida pelo sentimento mais indescritível depois do amor, a Fé! Os 20 deram adeus, pra nunca mais voltar, e os 21 chegaram pra mim, e com eles aquele aviso ao pé do ouvido: ' ei, crescestes, és adulta, adulta-jovem'..mas devo dizer a eles: Sejam Bem- Vindos, vou vivê-los bem. Vou recobrar os sentidos após tantas idas e vindas que esse período que pra mim é conhecido como '20 anos' trouxe. Vou crer nas certezas que há tanto tempo acreditei, que o amor basta, que o sucesso vem a quem luta por ele, que amigos só conserva quem sabe cuidar, e que cada segundo vivido é único e nunca, nunca mais vai voltar, que Deus não precisa de explicações teóricas, e que apesar de tudo, tudo, tudo, minha vida é linda, minha família é o bem mais precioso que tenho, e o que vem pela frente, deve ser vivido com audácia. Ah, 21 anos vocês chegaram, e até ano que vem, eu, e unicamente eu, sou responsável por bem vivê-los.
E aqui termina minha confissão poetizada de uma nova idade, ao som de Cícero. Um dos meus cantores preferidos nesses últimos meses.


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