sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dos sonhos e tentativas

Há boatos de que sonhar e tentar não custa nada..
E é verdade..NÃO CUSTA!
Por que o medo?
Por que a apreensão do primeiro passo, da primeira decisão, da primeira cartada?
Por que, por que, por que?
Se o máximo que pode-se alcançar é um não, e a vida é isso..
Alternância de sim, e não.
De ser e não ser..
De estar aqui e cinco minutos depois não estar mais.
Um dia de cada vez,
sonhar não é proibido.
Sonhar dá fôlego, faz experimentar o que não se tem.
Tentar trás vida, trás certeza de tarefa cumprida.
Sonhar e tentar..
A vida se percorre porque sonha-se,
sonhos realizam-se porque uma hora ou outra, houve a tentativa..
Sonhar e tentar..
Uma hora a vida recompensa.

Sob o som de Sia - Chandelier

sábado, 10 de maio de 2014

Transfigurar-se

Ouvi dizer que você mudou,
transfigurou-se no que eu sonhava.
Moldou-se nos aspectos previamente definidos.
Pela minha insensatez.
Meu engano.. não existem transfigurações, existem aceitações.
Você não mudou, você se extinguiu de si.
Foi?
Foi.
As pessoas não mudam,
o que muda é a minha percepção sobre elas.
E o que sinto,
e o que espero,
e o que deixo de esperar.
Te aceito,
Não exijo mudança.
Quero a transparência,
pode ser?

"Aproximar da própria natureza, talvez seja nossa solução."

Sob o som de O Teatro Mágico - Grão do Corpo
P.S.: Não sei o que digo é absoluto, mas neste momento é.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Nós

Tem gente que nos dá sede do amanhã, nos dá pressa pelo futuro.
Vive ao nosso lado todos os dias, e o viver é tão intenso que nos faz vislumbrar o porvir, e as coisas que este porvir trás consigo.
Faz-nos sonhar dormindo e acordado.
Capa do álbum Sou - Marcelo Camelo
Tem gente que nos faz esquecer do EU, que acaba tornando franco o uso do NÓS.
Eu e a pessoa vamos, planejamos, encontramos, começamos, fomos, vivemos, fizemos, conhecemos.
N Ó S,  N Ó S,  N Ó S
Entrelaçado de indivíduos, que entraram em acordo em alguma parte da vida.
Ou sentimentos da vida.
Almas que unem-se por não sabe-se bem o porquê.
NÓS que não desatam.
EU que não vive mais só.
NÓS que permanecem.
Sou Nós, o Eu deixou de existir.
Tornou-se um nó,
Tornou-se Nós.



[Ao som de Ben Howard]