Aaaaah a habilidade de não ser cruel consigo mesmo...como é rara.
Como é difícil viver aquele hábito de se amar mais, ao ponto de não se martirizar pelos tropeções que temos, pelas tarefas que não cumprimos, pelo sentimento que guardamos ou estamos sentindo.
Não! Eu não estou defendendo a displicência ou o desleixo com os próprios objetivos, eu estou defendendo o pegar leve consigo mesmo.
Eu optei por isso no momento que percebi que por vezes eu amo mais os outros que eu mesma, eu compreendo mais a limitação alheia que minha própria limitação, eu perdoo os outros com mais facilidade que a mim mesma.
Pode isso? Pode e acontece, acontece muito.
Mas não pode acontecer..
No momento que paramos e entendemos que a vida, ela não vai ser 100% surfando, mas também sendo derrubado pela onda algumas vezes..no momento que entendemos que a vida oscila, que há dias plenos e outros não tão plenos, que há coisas que você pode mudar, mas há coisas que você só pode ter serenidade para aceitar. No momento que você percebe que você merece MAIS, que você merece antes de qualquer coisa estar em PAZ, aí parece que a engrenagem da vida roda.
Aí parece que a sensação de liberdade por não ser escravo da própria culpa, vem e vem com tudo.
Somos limitados, há dias que vencemos, outros nem tanto..mas tudo passa.
E continuamos sendo Preciosos como somos.
Não podemos desistir, isso não.
Mas naqueles dias cinzas, em que tudo já parece cinza e obscuro, não seja seu próprio Juiz, seja pra você o abraço, o carinho, o perdão que você precisa no momento.
Já passamos por muitos julgamentos externos, não seja seu próprio carrasco, e siga, siga acreditando.
Tudo passa, e a vida ela é melhor quando se tem leveza.
É clichê sabe? Mas só vivemos uma vez, então porque ser tão cruel com nós mesmos?
Eu opto pela leveza.
Eu opto por mim.
É isso que nos faz mais fortes.
quarta-feira, 14 de março de 2018
Não seja seu próprio Juiz
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