quarta-feira, 22 de agosto de 2012

About

Semana passada finalizei o Castelo nos Pirineus, do brilhante autor [um dos meus preferidos depois de George R. Martin] Jostein Gaarder, que perfeição de livro, tal como O Mundo de Sofia. Um livro inteligente que não demanda explicações, e que acaba nos motivando a fazer o que muitos de nós não temos o hábito: pensar, se questionar..[ like o povo de antigamente..tipo De onde eu vim, cara? ] Eu sou introspectiva por natureza, genética ou seja lá o que for, mas o tal livro conseguiu me motivar ainda mais a refletir. A refletir sobre a velha questão Materialismo X Espiritualidade. Depois de muita reflexão ao som de Coldplay e Kings of Leon, só sei de uma coisa: as duas vertentes se complementam, tal como o casal que protagoniza o livro em questão..mais do que isso, o que me chamou atenção, é a capacidade estranha que temos de abrir mão facilmente do que possuímos e que na maioria das vezes, mais amamos, simplesmente por pontos de vista e convicções controversos..quando abrimos os olhos a tempo de consertar o cometido, tudo bem.. mas e quando não? Será que simples convicções responderão pela falta de algo que de certa forma nos completava e fazia bem? A resposta é definitivamente NÃO. A questão é a mesquinhez inata a nós, que acaba por nos impossibilitar de conviver com o que nos é diferente, mas é possível, afinal creio eu que certas presenças em nossa vida, superam a divergência de crenças..viver em arrependimento é que não é destino agradável pra quem quer que seja, viver anos em arrependimento muito menos. O bom é viver, viver até as últimas circunstâncias, e até onde durar..antecipar perdas adoece a alma [no caso dos espirituosos], e até o corpo [no caso dos materialistas]. Amar não, amar contempla ambos sem perda, sem arrependimento.



Segue Aqui, um pouquinho mais sobre o livro e autor ;D

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Make ;]



   - Entre Compacto, Blush e Batom Vermelho..

'In my place, in my place, were lines that I couldn't change. I was lost, oh yeah..I was lost, I was lost..Crossed lines I shouldn't have crossed, I was lost, oh yeah...♪ Programação marcada, planos confirmados e lá estou sob o momento tão aguardado, a expectativa, a preparação... pó compacto, blush e sombra preta, pra esconder as imperfeiçoes da minha face ou seriam pra esconder-me de tudo que lá no fundo sinto e anseio..vestida para causar senão boa impressão, pelo menos uma visão agradável, sapatos prontos e cabelos incansavelmente penteados e despenteados..e lá dentro? Dúvida, saudosismo, orgulho..afinal me questiono, teria o batom vermelho disfarçado meu riso não tão feliz, e minha vontade de sair de onde estava pra estar com alguém, pra estar comigo? Ficarei submersa na dúvida..Show Time, a melodia que tanto me fazia bem, fez o inverso me levou pra onde não queria, me trouxe à tona, o que talvez eu tentava esconder...Sou um mundo [estranho], muito além do cabelo bem arrumado e das roupas bem escolhidas [ou não]..por trás do batom, as vezes guardo as palavras que bem no fundo queria, mas não pude pronunciar..a realidade: tanta preparação pra depois voltar ao natural, ao chão, às imperfeiçoes, ao estado em que o rímel não mais existe, só resta o que você é..bem ali em frente ao espelho, cara a cara com sua consciência, que nem sempre encontra-se tranquila..Por fim, o travesseiro torna-se a prova que o que sou, é impossível modificar, que as facetas que trago comigo, o blush disfarça, o batom suaviza, mas a consciência de forma alguma permite que se transforme..simples pensamentos depois de uma sábado a noite.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

You are.

Meio claro-escuro..do avesso..teu riso mexe com o que sou, tua voz tem peso sobre meus sentidos..Meio estranho, desconexo..sensação de ir e ficar, se apoderar-devolver..misto de alegria e complexidade, oculta nos vestígios que teus lábios deixam a cada dia, em minha resoluta face, nos vestígios que teu perfume deixa após segurar minhas mãos, após me dar a certeza que estás comigo. Entre ir e permanecer, tenho escolhido  vivenciar, só permanecer não basta..és muito pra mim, com teus mistérios e segredos, casos incontáveis e solidão, e perplexidade. Decidi vivenciar-te, esquecer-me por um momento, encontrar o que me falta em ti, nas tuas vielas que desencontram-se, na tua solidão que nunca tarda, no teu olhar distante na maioria dos segundos que ao teu lado permaneço..és todo mistério, e te aprecio..és caso antigo-novo-presente, razão para meus  sorrisos, e para certas angústias também..por hora, és tudo que mais quero. A última lembrança que tenho ao fim de cada dia, o primeiro pensamento no início do dia seguinte..a razão pros meus escritos desconexos, a razão pros meus sentimentos desconcertados..mais do que isso, és a utopia, [e pensar que algum dia, pensaria assim..] és o que tenho, porque me decidi a isso..e fazer-te experimentar uma dose diária da felicidade, tem sido meu percurso. Não sei o que por ti sinto, sei que te tenho, e por hora, isso me basta para viver e principalmente para ser feliz...nada mais.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Retrato


São tantas faces, caricaturas do que de mais profundo possuímos e tantas vezes abrigamos em invólucros,muito bem guardados. Do êxtase à decepção, do delírio às lágrimas, o caminho por vezes torna-se tão curto, perpassando a ilusão, que o mundo que somos, não cabe em nós..precisa na maioria das vezes abrigar-se nas inúmeras faces que possuímos. Delirar com o sonho perdido, e acabar no êxtase de possuir  a felicidade, até então intocável..tantas faces, tantas situações. Que mundo possuo aqui, nessa imensidão de pessoa que tornei-me/sou? Onde guardar tantas expressões, de onde retirá-las de modo tão sucinto, à medida que tornam-se necessárias, à medida que o ambiente-pessoas-tempo exigem isso. Como o mágico e sua cartola, cada face -simples reflexo do que sinto, simples resposta do que sou, - compõe a mágica a qual a vida, a cada segundo me submete..O mais interessante? Tem sempre um número novo solicitando exibição,  uma nova face pedindo pra ser utilizada, mesmo quando não tão desejada, mesmo quando não deveria ser usada, . Meu ser é cheio de faces, e nada além destas compõem o visível retrato da minha singela existência.