"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." [CharlesChaplin.]
domingo, 21 de agosto de 2011
- única
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
‘Insólita prisão
‘ Me sinto incomodada, e a verdade é que me vejo de mãos atadas naquilo que fui permitindo com o tempo. A desistência nunca será o caminho mas que alma em plena consciência nunca pensou assim? Talvez, buscar as respostas onde elas não estão é uma forma de fugir daquilo que por conseqüência se tem de presente. Ou acreditar no que apenas os sonhos mostram , onde tudo acontece da forma que gostaria – insana pessoa -. O cansaço e a certeza de que não há como escapar é aquilo que tento esquecer com horas infinitas adormecida, na imensidão do irreal. Mas também é o primeiro pensamento que sinto ao olhar o que me cerca. Entre o certo e o errado, sinto-me no meio termo, e aquilo que pra mim era plenitude transfigurou-se em decepção. Na multidão de objetivos meus gritos foram abafados, ninguém quer ouvir minha insólita voz, perdida por um caminho que parece não ter volta. “Ideais se defendem até o fim”, abra mão do que te separa da liberdade e a encontre plenamente. Fui caminhando, engrenando-me no paraíso que pouco a pouco Foi mudando, para mim, foi mudando. A propósito enxergar a vida com a lente de aumento dos outros possivelmente tenha sido meu erro, melhor, minha falta de acerto. Não sei como, mas sei que não devo, não mais. Ideais transformados são muito mais perigosos, e hora ou outra anseiam inesperadamente por concretização. Não sei, entre o certo e o errado, escolhi o certo, mas parece que me enganei.
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