sexta-feira, 25 de março de 2011

Start!


Abram-se as cortinas, start no show onde as máscaras são as protagonistas e a farsa, bem, a farsa o pano de fundo...e a personalidade muda-se em história,conto, mito; e a realidade? Ah deixa-se isso como algo que há muito tempo não faz parte da vida, de ninguém, por sinal. Enfadados na busca da verdade, da realidade; porém cobertos e completamente sendo máscara, mentira, dissimulação. A alma exaspera por aquilo que a muito tinha, a pureza de face, espírito e sentimentos , e na busca incessante, se depara com a convicção dos fatos: a verdade se perdeu nas entrelinhas do progresso, do egoísmo e do amor próprio, que aos poucos detêm nas mãos trêmulas o poder-fraqueza que erradica e mata, que faz dos dias puramente mas "uns", que descolore uma a uma o matiz das cores, que por muito tempo preenchiam a aquarela.. Fecham-se as cortinas, o show acabou, mas a farsa, ah a farsa, essa nunca sai de cena.
"Tira, a máscara que cobre o seu rosto
  Se mostre e eu descubro se eu gosto
     Do seu verdadeiro, jeito de ser"  
(Pitty-Máscara)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Entre a claridade e a neblina.

É como se o ontem persistisse, e o hoje perdesse sua identidade. A tentativa da visão em meio a neblina que persiste é incansável, mas a força com que ela começa a tornar opacos cada sentimento, é maior. O espírito reluta na busca pela claridade de um dia, que se erguia com a luz propícia, para que sonhos recomecem, desejos sejam reatados e a vida, persistente na busca de felicidade, se depare com a uniformidade que cada caso descrito merece. A desistência não é favorável àquele que busca os objetivos, àquele que chora, reza, luta e sofre pelo desejo inexplorado no recôndito mais profundo, da alma que incessante clama pela novidade, pela paz e pela candura, que muitas vezes estão escondidos, que não passam de inferências, nos sentimentos daqueles pelos quais com apreço, esperamos.

domingo, 20 de março de 2011

Refúgio

'Esconderijo perfeito, palavras que revelam atrás de si a vastidão dos sentimentos, que escondem sob si a dor multiplicada pelo pretérito imperfeito, pelo presente muita vezes mal conjugado. Letra por Letra e a alma vai sendo revelada e a imensidão de si mesmo exposta. Oh palavras, quem dera fossem secretas e para sempre me mantivessem sigilosa, com os sentimentos que eu soube decifrar. Fostes por Deus inventadas, meu refúgio fugidio nos dias nublados para então ser meu grito de alegria nos dias de Sol, quero usá-las, com a intensidade que cada sentimento me permite, bem usá-las. Oh palavras, quem dera me mantivesseis segura da mesma maneira que munida de confiança deposito em cada letra minha segurança, por vezes esperança, de que tudo passe, de que a alegria permaneça, de sonhos, que cada sonho por mim desejado aconteça.