sábado, 29 de setembro de 2012
km/h
Noite. Pra cada km de estrada percorrida, 1002 dúvidas corroem a resistência que moldei com o tempo, e pra elas a única resposta que tenho é nada mais que a lua envolta pelas nuvens, por vezes oculta pelas árvores à medida que o velocímetro nos indicava estar mais perto do destino final. Dúvidas, dúvidas, o que fazer, o que evitar...'Por que tudo terminou assim?' 'Por que as coisas voltaram-se contra mim, assim sem mais nem menos?' Quem foi importante, hoje não passa de lembrança.. daquelas em estado final, tornando-se quase esquecimento..alguns meses e muita coisa muda, alguns minutos e toda uma vida com sentido, vira de ponta cabeça, e o que resta?..dúvidas, dúvidas, dúvidas. Incerteza de amanhã; aquele velho medo de que o alguém tão essencial hoje, vire texto no caderno do esquecimento. Isso é tão banal hoje em dia. Dúvidas porque as duas opções que por vezes temos, são fatalmente perigosas, bomba armada, perigo nas mãos e no coração..sequelas quase certas e a possibilidade do arrependimento...ah quão confuso isso é.. ou sou eu que complico, quando troco minhas palavras pra escutar silenciosamente meu eu tão confuso e questionador?..naquele sábado à noite, a 80km/h, não tive resposta, só a luz da Lua, o vento que cortava as árvores e elas, dúvidas, dúvidas, dúvidas.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Espelho bem interpretado.
Relutei, mas terminei em palavras bem escritas tentando fugir do estardalhaço que os pensamentos me provocam. Já perdi as contas das inúmeras vezes que as palavras mal formadas, ou bem elaboradas foram o descanso pra minha mente esgotada por pensamentos que sim, eu tento evitar, mas surgem..como a tempestade inesperada em um dia de Sol..retalhos bem costurados das lembranças que guardo e das que me esforço pra armazenar onde eu não consiga resgatá-las. Vou buscar alívio nas palavras que me mostram que a vida não quietou aí, onde está o tal probleminha difícil de ser superado...
Pelo contrário, a cada dia me convida para um brinde, seja pelo alguém que surge pra me estender a mão, seja pelo alguém que a cada dia se esforça pra que eu me sinta no melhor lugar que alguém pode estar, seja pelo mal que foi embora, pelo problema que foi solucionado..Esses dias, me manter na linha tênue entre o 'ter superado e o 'continuar mal', tem sido um desafio diário; uma ponta de loucura em busca de uma melhora, em busca de saúde pro meu sorriso que há tempos já não refletia tanta felicidade, pros meus olhos que há tanto, enxergavam sem direção e sem destino, a estrada que eu me coloquei a trilhar. Pela saúde da alma que acredito ter e principalmente do coração que insiste em ser o controlador dos meus impulsos [seria isso uma novidade? Claro que não]..Enfim, tenho procurado saúde pro que sou, uma hora ou outra a vida nos pede isso, até porque pessoas só tornam-se relevantes a partir do momento que nos motivam a procurar o melhor pro que somos e temos, a partir do momento que suas atitudes tem impacto sobre nós, mas não ao ponto de interferir na felicidade que todos, por direito temos o direito de possuir.. esses dias tem sido de autocrítica e auto ajuda [sem uso daqueles livros toscos, por favor], porque a tempestade pode chegar em dia de Sol, mas também lidamos com a certeza que mesmo sendo insistente e demorada, o Sol há de surgir depois, e isto ninguém muda e nem mudará. Nunca.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Vamos lá, tudo bem..
Tudo bem, eu prometo. Parei de procurar motivos pra te odiar, parei de tentar enxergar o que na verdade nem existe, de colocar na tua boca as palavras que não dissestes, os beijos que não destes..Juro, parei. Não colocarei no teu peito os sentimentos que com minha dúvida e falsa segurança criei. Quanta criatividade
Na minha memória conturbada e em minhas conversas com o travesseiro, 5, 4, 3 minutos antes de dormir vou abolir a lembranças da dor, daquela que tantas vezes já te confessei em lágrimas. Parei, sério.. Vou pensar no lado bom, olhar pros dias que teu abraço foi minha certeza, e quando com um beijo na testa me acordaste. Olhar pros teus olhos cara, e ver que tu tens tudo que me falta, a parte racional que Deus resolveu não colocar em mim na hora da criação. Não importa, o que for pra ser vai acontecer, não importa o quanto clichê isso seja, ou quantas vezes alguém já tenha pronunciado isso. O que for pra ser vai acontecer, e nem minhas apreensões, segurança ou certeza serão fortes o suficiente pra interromper. Deixa estar, esquecer é a palavra de ordem por hora...tem coisa melhor vindo ai! Dane-se, dane-se tudo; que fique o que é bom, o que não resvala mediante as adversidades, que fique o que é meu, que fique, fique. Por hoje, amanhã, por quanto tempo tenha que ficar..pode até passar, mas 'se foi bom vira história, se não foi vira aprendizado'. Vou levantar dessa poça que eu mesma me coloquei, aproveitar que ainda estás de mão erguida ao meu sentir, e seguir, tem algo bom vindo ai, tem algo bom...não mais promessas vazias.
Na minha memória conturbada e em minhas conversas com o travesseiro, 5, 4, 3 minutos antes de dormir vou abolir a lembranças da dor, daquela que tantas vezes já te confessei em lágrimas. Parei, sério.. Vou pensar no lado bom, olhar pros dias que teu abraço foi minha certeza, e quando com um beijo na testa me acordaste. Olhar pros teus olhos cara, e ver que tu tens tudo que me falta, a parte racional que Deus resolveu não colocar em mim na hora da criação. Não importa, o que for pra ser vai acontecer, não importa o quanto clichê isso seja, ou quantas vezes alguém já tenha pronunciado isso. O que for pra ser vai acontecer, e nem minhas apreensões, segurança ou certeza serão fortes o suficiente pra interromper. Deixa estar, esquecer é a palavra de ordem por hora...tem coisa melhor vindo ai! Dane-se, dane-se tudo; que fique o que é bom, o que não resvala mediante as adversidades, que fique o que é meu, que fique, fique. Por hoje, amanhã, por quanto tempo tenha que ficar..pode até passar, mas 'se foi bom vira história, se não foi vira aprendizado'. Vou levantar dessa poça que eu mesma me coloquei, aproveitar que ainda estás de mão erguida ao meu sentir, e seguir, tem algo bom vindo ai, tem algo bom...não mais promessas vazias.
domingo, 16 de setembro de 2012
Sugar
'(...) não tenho medo de mostrar meus sentimentos e de fazer coisas imprudentes, pois acredito que o que não se mostra, não se sente.
Coisa que talvez surpreenda muito a você, pois os seus sentimentos são tão guardados que parecem não existir realmente..'
Coisa que talvez surpreenda muito a você, pois os seus sentimentos são tão guardados que parecem não existir realmente..'
Tu estás a ler citações e de repente, a linda inglesa que viveu entre 1775 e 1817, a Jane Austen; traduz não só o que tu sentes, mas tua essência, teu ser. 'Peraí', pensei que só eu era assim, sentimentalmente escandalosa, que pensa depois que disse, que analisa a possibilidade de se ferir só depois de ter dado a cara o coração a tapa [depois que geralmente não tem mais volta]..
Não menosprezo de forma alguma quem tem a capacidade de conseguir guardar o que sente, ao ponto de parecer não sentir nada, pelo contrário, admiro. Isso evitaria muitas lágrimas no meu travesseiro, ou revolta contra pessoas que na verdade só agem de forma diferente, se comparadas à forma que costumo agir.
Não menosprezo de forma alguma quem tem a capacidade de conseguir guardar o que sente, ao ponto de parecer não sentir nada, pelo contrário, admiro. Isso evitaria muitas lágrimas no meu travesseiro, ou revolta contra pessoas que na verdade só agem de forma diferente, se comparadas à forma que costumo agir.
Mas não, é impossível ser assim, não há como mudar [e olha que já tentei]. Não consigo guardar sentimentos, se gosto, não tenho porque me privar de dizer o quanto a pessoa importa pra mim, de demonstrar, ainda que a recíproca não seja verdadeira, e que por demonstrar o que sinto, as vezes eu não ganhe nada, nada mesmo. Se por acaso, alguém venha a ferir o que em mim é frágil, também não resisto em mostrá-la a ferida que abriu. Ei, isso é imprudência..Imprudência? Eu sei, mas é sempre mais forte que eu, e apesar de tudo, sinto bem o que Jane Austen disse, não tenho medo de mostrar o que sinto, ou de muito menos ser imprudente; Se sinto, porque não mostrar? Quem me conhece talvez entenda, ou não. Nem sei, alguém até disse que sou contra-indicada pra diabéticos, dado o açúcar que sou, de tão passional e sentimentalista...brincadeiras a parte, é bem isso mesmo..demonstrar o que sinto nunca foi problema, eis a prova nesse post de blog; morrer engasgada por meus sentimentos ou pelas palavras que nunca disse, é que não vou..mudar o que somos, é possível, no entanto, tentar modificar quem somos, é uma tarefa que senão impossível, é no mínimo cruel. Sou assim mesmo, quem me conhece sabe, quem não conhece, só precisa ler isto pra saber.. é isso.
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