Gelo e frio. Acordada pelo vento que transpassava as cortinas lilás e veio com suas garras frias, tocar-lhe os pés que o edredom insistia em não querer proteger..depois de uma madrugada perdida em pensamentos e dúvidas, parte da tarde perdeu-se em livros e chocolate quente e por fim em sono e cansaço..até ele chegar, o vento e suas garras frias. Perdida pelo pensamento desconcertante de não saber que passo dar, 'até que ponto a distância nos impede de realizar o que o coração deseja?' por vezes estar perto, não significa nada quando comparado ao estar estradas, rios e pontes de distância...paradoxos que não revelam-se fáceis de se desvendar ou muito menos fazer sentido..além disso, outro pensamento lhe ocorreu e acabou por deixa-la transtornada: o orgulho e sua caricatura mesquinha de aparentemente possuir em mãos, o tão sonhado poder de decisão..logo ela, que há uma vida inteira fazia deste, seu escudo e defesa. Orgulho e desejo de vingança. Frieza e impiedade. Lágrimas motivadas pelo sentimento entregue em mãos tão confiantes e que não revelaram-se assim por muito tempo, pelas lágrimas que desatou a derramar pelas escolhas precipitadas, motivadas pelo escudo [que a bem da verdade, nada protegia]. Orgulho. Pelo amor perdido que a desculpa aparentemente solicitada de maneira tão sincera, não teve força pra reconduzir, pra reconstruir. Pensamentos sobre a mão que ela sonhava em segurar, mas que pouco importava-se com ela, com as mensagens tão bem escolhidas e enviadas, mas sem respostas, sem retorno. Tanto arrependimento acumulado pra uma simples tarde? Quem sabe..Quando se deu conta o cabo do fone de ouvido estava entrelaçado em seus cabelos, e a música que vinha deles entrelaçada a cada pensamento que lhe ocorria, apontando a solução que seu arrependimento tentava ocultar, lhe dando um motivo pra sorrir em meio a tanto cinza...Cinza da chuva lá fora, cinza do edredom, frio que vinha com o vento, lilás na cortina, lilás nela.
domingo, 28 de outubro de 2012
Lilás
Gelo e frio. Acordada pelo vento que transpassava as cortinas lilás e veio com suas garras frias, tocar-lhe os pés que o edredom insistia em não querer proteger..depois de uma madrugada perdida em pensamentos e dúvidas, parte da tarde perdeu-se em livros e chocolate quente e por fim em sono e cansaço..até ele chegar, o vento e suas garras frias. Perdida pelo pensamento desconcertante de não saber que passo dar, 'até que ponto a distância nos impede de realizar o que o coração deseja?' por vezes estar perto, não significa nada quando comparado ao estar estradas, rios e pontes de distância...paradoxos que não revelam-se fáceis de se desvendar ou muito menos fazer sentido..além disso, outro pensamento lhe ocorreu e acabou por deixa-la transtornada: o orgulho e sua caricatura mesquinha de aparentemente possuir em mãos, o tão sonhado poder de decisão..logo ela, que há uma vida inteira fazia deste, seu escudo e defesa. Orgulho e desejo de vingança. Frieza e impiedade. Lágrimas motivadas pelo sentimento entregue em mãos tão confiantes e que não revelaram-se assim por muito tempo, pelas lágrimas que desatou a derramar pelas escolhas precipitadas, motivadas pelo escudo [que a bem da verdade, nada protegia]. Orgulho. Pelo amor perdido que a desculpa aparentemente solicitada de maneira tão sincera, não teve força pra reconduzir, pra reconstruir. Pensamentos sobre a mão que ela sonhava em segurar, mas que pouco importava-se com ela, com as mensagens tão bem escolhidas e enviadas, mas sem respostas, sem retorno. Tanto arrependimento acumulado pra uma simples tarde? Quem sabe..Quando se deu conta o cabo do fone de ouvido estava entrelaçado em seus cabelos, e a música que vinha deles entrelaçada a cada pensamento que lhe ocorria, apontando a solução que seu arrependimento tentava ocultar, lhe dando um motivo pra sorrir em meio a tanto cinza...Cinza da chuva lá fora, cinza do edredom, frio que vinha com o vento, lilás na cortina, lilás nela.
sábado, 6 de outubro de 2012
Outubro, ou nada...
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